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Socorro tchê, nossa família está quebrando o bolicho!

por André Silveiro (1) e Marilene Marodin (2) 

      A la pucha ..., bem-vindo ao clube! Infelizmente essa lambança é muito mais frequente do que se imagina por esses pagos, afinal todo mundo já ouviu falar de empresas que se estropiaram devido a crises domésticas.

      Bueno, entender um pouco esses rebuliços pode ajudar a minimizar o risco de ir tudo para o vinagre. Então, vamos abrir a graxeira e desembuchar logo essa prosa.

      Família é uma rede transgeracional de relações que tem como objetivo ideal a proteção recíproca do grupo familiar, bem como o desenvolvimento e a consequente individuação dos descendentes.

      Logo, convivem dentro do sistema familiar dois fatores contrapostos: o senso de pertencimento ao grupo e a busca de individualização dos filhos.

      A saúde de uma família depende do adequado balanceamento dessas duas forças.

      Assim, Licurgo Cambará é um membro do clã Cambará, mas não pode esquecer que é o Licurgo!

Famílias “Saudáveis” ou “Disfuncionais”?
 
      Nas famílias conhecidas como “normais” ou saudáveis, a fronteira da identidade se traduz em um círculo bem assinalado, traçado ao redor de cada indivíduo, sendo a família um centro de apoio (afetivo e material) ao desenvolvimento dos filhos. O foco na individualidade e responsabilidade pessoal, sobrepuja o senso de pertencimento ao grupo familiar. O território familiar é bem marcado por uma banda permeável que permite a entrada de estranhos e a saída de membros para um mundo externo visto como um ambiente repleto de oportunidades a serem vividas.

      Poderíamos comparar uma família saudável ao conjunto formado pelo foguete de lançamento Saturno V na missão em que, acoplado à nave Apollo 11, conduziu o primeiro homem à lua.

      O veículo Saturno V (“casal parental”) serviu para propulsionar a Apollo 11 com seus tripulantes (“filhos”), dando o empuxo necessário para levá-los para fora da órbita da Terra. A partir daí foi promovida a separação entre ambos módulos, afim de que os astronautas, já desanexados, prosseguissem seu destino histórico.

      Com efeito, famílias sadias, embora preservando a qualidade dos relacionamentos através das camadas geracionais, permitem que os filhos se distingam, amadureçam, se descolem e se lancem formando novos núcleos, seguindo sua missão na vida com uma trajetória própria.

      Já as famílias denominadas como disfuncionais se subdividem em duas modalidades.
     
      A primeira espécie, hegemônica em países latinos, são as famílias amalgamadas, ou enredadas, nas quais a fronteira da identidade se traduz em um muro bem estremado, erigido ao redor de toda a família, o qual restringe a entrada de estranhos e a saída de membros para o mundo externo visto como um ambiente repleto de perigos. O senso de pertencimento ao grupo familiar supera a noção de individualidade, sufocando o processo de individuação, inibindo o desenvolvimento pessoal.

      A segunda espécie é formada pelas famílias desengajadas, nas quais o território familiar é parcamente delineado por uma tênue banda indefinida não constituindo a família, um núcleo adequado de apoio (afetivo e\ou material) para sustentar o desenvolvimento dos filhos que ficam negligenciados à própria sorte.

      Podemos ilustrar isso usando agora outra metáfora espacial em que os pais funcionam como o sol, e os filhos como planetas orbitando em torno do astro rei.

      Nas famílias amalgamadas, a órbita dos descendentes fica confinada muito próxima à estrela parental solar, sob cuja absorvente força gravitacional e forte controle, os filhos ficam submetidos. É o caso dos planetas Mercúrio e Vênus, chamuscados pelo sol que eleva sua temperatura a abrasadores 400 graus, torrando qualquer projeto de vida autônoma.

      No outro extremo, estão as famílias desengajadas, onde a órbita dos descendentes se dá exageradamente distante do Sol. Com todo esse afastamento e falta de coesão, ficam negligenciadas as necessidades emocionais, e as vezes, até as básicas necessidades materiais dos filhos.

      Adolescentes contraventores muitas vezes têm origem em famílias desengajadas, uma vez que os atos de vandalismo e pequenos furtos que praticam podem lhes proporcionar uma falsa sensação de importância, fundamental vivência que lhes foi negada no convívio familiar.

      É o caso de Netuno, o mais longínquo do Sol, onde temperaturas inferiores a -230 graus Celsius, o tornaram mais conhecido como o “planeta gelado”.

      Aristóteles já dizia que o bom senso é uma capacidade virtuosa de achar o meio termo. É o caso do planeta Terra que recebe boa quantidade de luz e calor solar, mas seus habitantes não são torrados pela excessiva proximidade, nem congelados ou negligenciados por um distanciamento extremo.

      Contudo, por estas bandas, influenciada por nosso mix especial de colonização, a força coletiva dos laços familiares prevalece largamente desvanecendo as fronteiras interpessoais.

      É o fenômeno das denominadas famílias enredadas, amalgamadas ou fusionadas onde o senso de pertencimento domina a experiência de ser, subjugando o fator individual. Usam-se estes termos para identificar uma união muito intensa que os membros da família desenvolvem entre si.

      Mas, em suas querências, as famílias não devem ser coesas e unidas?

      Coesão é uma medida de interação solidária, e enredamento é uma medida de controle psicológico dos pais sobre os filhos (3).

      Logo, a coesão familiar é saudável e fornece aos membros uma base segura. A própria dependência é uma tendência humana natural.

      No entanto, a co-dependência exagerada, ligação extrema entre pais e filhos em famílias enredadas, sufoca o processo de individuação, inibindo o desenvolvimento pessoal.

      Esse fenômeno foi descrito pela primeira vez por Salvador Minuchin, em meados da década de 1970. Explica o Professor da Universidade de NY que uma família amalgamada não permite aos membros individuais o estabelecimento de autonomia ou de limites pessoais e pode considerar qualquer afastamento da família um ato de traição ou abandono.

      Esse fusionamento gera adolescentes e adultos infantilizados e presos em papéis fixos e estereotipados, como o de bode expiatório, doente da família, herói, mesquinho, vestal, o porta-voz, etc. podendo levar a conflitos destrutivos ou a depressão, ansiedade, alcoolismo, abuso de drogas e outros comportamentos de dependência.

      Voltando aos negócios familiares, não fosse tolhida a individualização dos filhos, em muitos casos, neles aflorariam seus diversos talentos naturais e seus dotes artísticos, atléticos, relacionais e profissionais, que os conduziriam para as mais diversas carreiras dentro e fora da empresa.

      Entretanto, por força do magnetismo familiar, muitos membros são atraídos para dentro da sociedade, independentemente de terem, ou não, genuíno desejo e\ou qualquer vocação para tanto, abalando a meritocracia e a profissionalização do empreendimento.

      Dentro da empresa são estabelecidas intricadas rotinas diárias, fruto da confusa sobreposição de dimensões entre os cargos empresariais e os papéis familiares, bem como do complexo contraste entre o tom emocional das interações de família, de um lado, e o pragmatismo da vida empresarial, de outro.

      Sem qualquer planejamento, pais, filhos e irmãos se acotovelam nesse espaço restrito, onde disputas por poder, salários e benefícios instilam nos preteridos ciúme e revolta, erguendo o palco de insatisfações e enfrentamentos que desviam os esforços que deveriam estar focados nos clientes e nos resultados, fragilizando cada vez mais a organização.

      Mas como ter certeza se fazemos parte dessas famílias, “mais amontoadas que uva em cacho”?

Será que a coesão familiar está ficando excessiva a ponto de poder atrasar o crescimento dos filhos?

      Caso você deseje se autoavaliar e situar sua família neste tema, reflita sobre as questões abaixo que abordam alguns aspectos da relação entre as gerações de pais e filhos e chegue as suas próprias conclusões.

Desenvolvimento dos Filhos
 
      1. A família prepara os filhos para a vida e afasta a fantasia comum de tentar preparar a vida para os filhos?

      2. A família proporciona aos membros a liberdade para serem eles mesmos?

      3. Na sua família o processo de diferenciação é visto com naturalidade pelo grupo familiar, sendo os filhos encorajados a se conhecerem e a se distinguirem?

      4. Na sua família, os filhos são encorajados a irem se tornando independentes, dispensando a necessidade das pessoas fazerem pelos filhos o que estes já poderiam estar fazendo sozinhos?

      5. Na sua família, os filhos são estimulados a se tornarem adultos autônomos?

      6. Na sua família, os filhos maiores são encorajados a deixarem de gravitar em torno da família de origem?

      7. Na sua família, os filhos maiores são encorajados a seguirem sua trajetória própria afastando o magnetismo de pais e filhos trabalharem juntos, morarem muito próximos e se falarem diariamente?

      8. Na sua família os jovens adultos vão logo se encaixando no mercado de trabalho, afastando o fenômeno dos jovens que nunca conseguem descobrir o “nicho de atividade” adequado?

      9. Na sua família os jovens adultos vão logo se autonomizando financeiramente, dispensando a necessidade dos pais ajudarem os filhos por longos anos após a maioridade destes?

      10. Na sua família, os filhos maiores desenvolvem novos vínculos significativos com terceiros dispensando a necessidade de pais e filhos adultos perdurarem como melhores amigos ou confidentes pelo resto de suas vidas?

      11. Na sua família, os terceiros que se relacionam com os filhos são vistos como pessoas que agregam experiências enriquecedoras, afastando a ótica negativa permeada de críticas e restrições?

      12. Na sua família, o mundo externo é visto como natural palco de desafios, afastando a visão ameaçadora de “faroeste selvagem”, que exigiria entrincheirar o grupo, “colocando as carroças em círculo , e cuidar dos interesses uns dos outros, no espírito de um por todos e todos por um”?

Flexibilidade

      13. Na sua família há flexibilidade do grupo para se adaptar às mudanças do mundo e ao crescimento dos filhos afastando o problema das regras implícitas estritas de funcionamento?

      14. Na sua família, há liberdade para se tratar de conflitos ou falar de certos problemas, de raiva ou outros sentimentos afastando o problema das regras implícitas rígidas ou tabus que dificultam abordar estes temas?

      15. A família é capaz de mudar, porque os membros se comunicam diretamente de forma clara e são flexíveis?

      16. Na sua família, todos podem expressar as diversas facetas de sua personalidade afastando a distorção de alguns terem que assumir papéis rígidos estereotipados (tais como o de permanente herói, o bode expiatório, o mesquinho, a vestal, o porta-voz, o atuador, o radar, o instigador, o sabotador, etc.)

      17. Na sua família, todos podem assumir e revelar seu lado frágil sendo aceitas estas vulnerabilidades sem que essa característica fique toda depositada e seja integralmente desempenhada por um único doente crônico com intermináveis preocupações de saúde (5)  física ou psicológica?

      18. Na sua família, os pais assumem suas próprias privações e carências afastando o fenômeno de verem espelhadas suas próprias vivências na pessoa do filho caçula ou da filha, rotulados de “coitadinhos” ou “malucos”?

      19. Na sua família os ofendidos perdoam os ofensores, quando estes mostram autêntico arrependimento, evitando o interminável cultivo de ressentimentos?

      20. No convívio entre os irmãos, prevalece o espírito de cooperação sendo bem administradas as situações onde aparecem dificuldades de relacionamento?
Limites
      21. Você consegue colocar limites (6) às constantes demandas de familiares administrando bem sua dificuldade de dizer não para os outros?

      22. Você consegue colocar limites às demandas de familiares administrando bem sua propensão a abraçar responsabilidades e assumir problemas que são dos familiares e que lhe fariam se sentir pesado em absorver?

      23. Você consegue pensar e só depois responder, sem reagir emocionalmente às atitudes de familiares e\ou não familiares, afastando o fenômeno da alta reatividade (7)?

      24. Na sua família os problemas de uns repercutem em intensidade moderada nos outros, afastando o fenômeno do intenso impacto mimético nos demais?

      25. Você permite que os outros colham o que plantaram, controlando sua dificuldade em “deixar” os outros sofrerem ou colherem os louros decorrentes das próprias atitudes?

      26. Você recusa triangulações com familiares (isto é, não fica falando mal de uns para outros) evitando tomar parte em coalizações ou alianças?

      27. Na sua família, as pessoas falam diretamente umas com as outras evitando (a) utilizar intermediários para esse fim, e, (b) responderem umas em lugar das outras?

      28. Você assume responsabilidade pelos próprios problemas evitando delegá-los para que algum familiar resolva?

      29. Na sua família, cada um assume a responsabilidade pelos seus próprios problemas evitando considerá-los como o resultado das ações dos outros?

      30. Na sua família, as pessoas tratam diretamente umas com as outras evitando (a) utilizar intermediários para esse fim, e, (b) falarem e responderem umas em lugar das outras?

      31. Nas conversas em sua família, as pessoas falam uma de cada vez, construindo um diálogo de escuta respeitosa, evitando o problema de frequentemente interromperem umas às outras?

      32. Na sua família, os filhos esperam seu tempo para falar, quando os pais conversam entre si evitando interromper frequentemente o diálogo entre eles?

      33. Na sua família, os membros preservam sua autonomia impedindo que filhos ou netos se vitimizem para manipular a compaixão ou sentimento de culpa dos irmãos, pais ou avós para deles obter o que desejam?

      34. Na sua família, os pais exercem sua necessária autoridade e ingerência na vida dos filhos menores afastando o fenômeno dos avós e outros parentes que interferem na criação ou formação dos netos?
      Para as famílias enredadas, a boa notícia é que, como é bem sabido nos pampas, “boas cercas fazem bons vizinhos”. Cercas, ou limites na família são as divisas que ajudam a diferenciar um vivente do outro, mostrando onde você termina e onde os outros começam.

      Se as divisas entre as pessoas estão indistintas e difusas, pode-se, muito bem, trabalhar na delimitação. Para tanto:
      Reconheça que existe um problema de limites e assuma seu protagonismo na criação destas intrincadas relações. Não responsabilize somente os outros.

      Atente para a sua resistência interna de estabelecer balizas. Confesse que é dificil para você delimitar essas fronteiras, pelo temor das perdas e do medo de colocar em risco os relacionamentos.

      Fortaleça vínculos paralelos e enfrente o luto que vem associado à abolição da co-dependência.

      O que distingue as famílias conhecidas como “normais” das denominadas “disfuncionais” não é a ausência de problemas, mas a estrutura funcional - flexibilidade e boa comunicação - para lidar com conflitos, sendo que, nas famílias enredadas, as mudanças não são tratadas como uma oportunidade para o crescimento, mas como ameaça à estabilidade as rígidas regras implícitas do grupo.

      Se a empresa já estiver sendo afetada e você respondeu negativamente a mais de dez das questões acima, provavelmente é o momento de buscar ajuda externa. Não se trata de uma decisão fácil, requendo coragem para reconhecer as dificuldades e para enfrentá-las.


Notas:
(1) Especialista em empresas familiares, sócio da Silveiro Advogados.
(2) Psicoterapeuta de Casal e Família e Mediadora de Conflitos.
(3) Barber, Brian K.; Buehler, Cheryl, Journal of Marriage and Family, vol. 58, No. 2. Segundo esses autores, seis níveis de envolvimento familiar podes ser especificados: (a) a falta de envolvimento; (b) o envolvimento desprovido de sentimentos; (c) o envolvimento narcísico; (d) o envolvimento empático; (e) o super envolvimento, e, (f) o envolvimento simbiótico. Seria considerado ideal, o envolvimento empático.
(4) GERSICK, Kelin. DAVIS, John, e outros. De Geração para Geração – Ciclos de Vida da Empresa Familiar, p. 218.
(5) Com tendência à depressão, ansiedade, alcoolismo, abuso de drogas, distúrbios alimentares, jogo compulsivo ou outros comportamentos de dependência.
(6) The key here is that the other person is not responsible for our limits; we are. (Henry Cloud and John Townsend, "Boundaries: When To Say Yes, How to Say No").
(7) Responder emocionalmente, sem pensar. Quando você reage logo, emocionalmente às atitudes deles, eles estão no controle. Quando você pensa e depois responde (sem reagir emocionalmente), você está no controle de si mesmo.


Referências:
1. Henry Cloud and John Townsend, "Boundaries: When To Say Yes, How to Say No", Grand Rapids, Zondervan, 1999;
2. Salvador Minuchin (8), “Families & Family Therapy”, Cambridge, Harvard Press, 1974;
3. Salvador Minuchin, M. D. Reiter: “The Craft of Family Therapy: Challenging Certainties”, New York, Routlege, 2014.
4. Nichols, Michael P., “Family Therapy – Concepts and Methods”, Boston, Pearson, 2008;
5. Nichols, Michael P., “The Lost Art of Listening: How Learning to Listen Can Improve Relationships”, New York: The Guilford Press, 2009;
6. Lily Pincus (9)  & Cristopher Dare, “Secrets in the Family”, New York, Pantheon Books, 1978;
7. Betty Carter, The Changing Family Life Cycle”, New York, Gardner Press, 1988;
8. John Davis, e outros, “De Geração para Geração – Ciclos de Vida da Empresa Familiar”, Rio de Janeiro, Elsevier, 2006;
9. Edith Tilmans Ostyn, “Os Recursos da Frátria”, Belo Horizonte Artesã 2000;
10. Silveiro, André, “Empresas Familiares, Raízes e Soluções dos Conflitos”, Porto Alegre: AGE, 2007;
11. Irvin D. Yalom and Molyn Leszcz, “The Theory and Practice of Group Psychotherapy”, New York, NY, Basic Books, 2008.
12. Zimerman, David “Fundamentos Básicos das Grupoterapias”, 2ª ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
13. Zimerman, David “Fundamentos Psicanalíticos”, Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
14. Hollis, James: “The Middle Passage”, Toronto : Inner City Books, 1993.
15. Barber, Brian K.; Buehler, Cheryl, “Family cohesion and enmeshment: Different constructs, Different Effects” Journal of Marriage and Family, vol. 58, No. 2;
16. Beth Watson, What is Enmeshment? http://www.counseling4less.com/2/post/2013/11/what-is-enmeshment.html;
17. Chris Lewis, Ed.S., LPC, The Enmeshed Family: What It Is and How to “Unmesh”http://www.mariadroste.org/2013/07/the-enmeshed-family-what-it-is-and-how-to-unmesh/
18. Deborah Bauers, Dysfunctional family relationship ;patterns http://www.relating360.com/index.php/dysfunctional-family-relationship-patterns-5124/;


Notas:
(8) Professor at the New York University.
(9) (Co-founder of the Tavistock Institute for Marital Studies – London).
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